domingo, 17 de janeiro de 2010

Emily quase caiu da cadeira quando contei o que aconteceu no dia anterio. Também... nem eu acreditaria.

Ainda bem que o café da manhã aqui não é muito gorduroso. Eles se alimentam de forma saudável. To aprendendo isso. Eu sempre ajudo a senhora Collins com as tarefas domesticas, enquanto Emily se encarrega das compras. Asher está em um plano de verão, trabalhando com o senhor Collins, que é advogado.

Após o almoço que é servido pontualmente as 12h ( quando não tem aula claro), tive que correr pro meu trabalho, quer dizer... pegar o metrô.

Primeiro tenho que andar algumas quadras, até chegar ao metrô mais próximo. Aquele sinal... hum... não me trazia boas recordações, ainda bem que ontem depois do trabalho corri para uma loja de instrumentos e já encomendei o meu novo companheiro. Ufaaa...

Ele chega daqui uma semana... mas tamanha foi minha surpresa... lá estava eu concentrada para atravessar a avenida, assim que cheguei do outro lado da rua, eu seguia em direção ao metrô, não reparei em ninguém. Tamanho foi o susto que levei, ao passar por alguém sentado em um banco chamando pelo meu nome.

Não sabia o que pensar, quase ninguém me conhece em Londres. Apenas algumas amigas que também vieram para o intercambio, mas a voz era masculina, e que eu me lembro aquela não era a voz do Asher ou a do senhor Collins.

Devia estar pálida de medo, achei melhor seguir sem olhar para os lados. Fingi que não havia sido comigo. Afinal eu não sei... estou em um país diferente, não conheço muita gente por aqui. Vai que fosse um doido querendo correr atrás de mim.

Foi ai que eu quase cai. O susto foi o maior de todos, não esperava isso.

Quem gritara o meu nome, era nada mais, nada menos que aquele famoso de ontem. Mas como ele me encontrou? Como ele sabia que eu passaria por aqui hoje?

PERAI!!!!

Acho que to me lembrando... já sei porque ele sabe o meu nome... e... não sabia que já tinha toda essa intimidade com ele. Como eu já fui falando o meu nome e onde me encontrar?

Nunca fiz isso antes... não é porque ele é famoso devo sair falando meu nome por ai...

Sabe ele pode ser o Taylor não sei o que, poderia ser o superman, ainda assim não devo falar o meu nome assim.

Estou chocada com o meu descuido. Hum, tenho que me vigiar melhor.

-Oi –disse se levantando do banco e vindo em minha direção.

-Oi –ainda surpresa.

-Você é a garota que ontem eu esbarrei.

-Acho que sim.

-Porque você não parou quando eu te chamei? –confuso.

-É... é que –procurando uma explicação.

-Fala.

-Bom.... –que vergonha, será que aqui não tem nenhum buraco pra que eu possa entrar não? –É que eu to atrasada. –foi a melhor coisa que pude dizer.

-Atrasada? De novo?

-Pois é.

-Ahn... não sei se é a sua melhor desculpa. Me disse isso ontem, e hoje novamente?

-Disse apenas a verdade. –eu tenho que ir, porque eu to começando a ficar atrasada.

-Tudo bem. –sem convencimento –mas deixa eu te falar. Você me disse que poderia te encontrar aqui hoje, nesse horário.

-Disse?

-Sim. Eu preciso reparar o estrago que fiz. –cavalheiro.

-Sério, Taylor né? –confirmando.

-É.

-Sério mesmo, não precisa.

-Tem certeza?

-Sim –tentando sorrir.

-Mas eu quero fazer algo por você. Pra ficarmos quites.

-Acredite, já estamos quites.

-Por favor?

-Não precisa. –disse timidamente.

-Se você me deixar te ajudar.

Eu comecei a olhar para o lado, pensando o que falar para ele.

-Olha só, eu já disse que não precisa. Não se preocupe com isso. Eu já disse que resolvi.

-Me deixa ao menos bancar com metade dos gastos.

-Quer saber? –pensativa –se tem alguém que deve algo, sou eu. Você me salvou.

Taylor estava incrédulo.

-Isso mesmo. Foi você quem me salvou do carro. –sorrindo. –Obrigada –me segurei pra não rir da cara dele. –Agora estamos quites.

-Quites? Mas eu fui o culpado de tudo isso. –surpreso.

-Não seja modesto!

-Não estou sendo. –sério.

-Por favor.

-Posso te pagar ao menos as cordas, ou a manutenção.

-Não precisa! E fim de papo! –olhando para o relógio. –Essa não! –falei pra mim mesma –Tenho que ir!

-Hei, espera aí...

-Desculpa, eu to mais que atrasada. Já se passaram vinte minutos do meu horário. –comecei a andar.

-E aonde você trabalha? –entrando na minha frente.

-Isso não interessa agora. –tentei passar por ele, que me impediu (afina ele é mais alto e mais forte do que eu L).

-Eu posso te levar! –sorriu pra mim.

Isso é um sonho? Alguém pode, por favor, me beliscar?

Ou se isso for uma pegadinha de mau gosto! Por favor, câmeras apareçam eu já descobri! Eu já sei que é uma pegadinha.

-Não precisa! –até que enfim consegui passar por ele.

Mas não foi um bom negócio, quem colocou esse galho na minha frente? De onde ele surgiu? Ontem ele não tava aqui.

-Ai- já estava caída no chão, com uma mão na cabeça.

-Mais um motivo de você aceitar minha carona. –você acredita que ele se abaixou perto de mim? –Você está bem?

-Ai –quando peguei na minha cabeça e senti um galo enorme, minha vontade foi de sair correndo, de tanta vergonha. Vai formar o maior galo do mundo.

-Vem comigo. –me levantando.

-Pra onde?

-Vamos arranjar gelo pra colocar ai! –apontando para minha testa, que deveria estar com horrenda.

-Tudo bem. –não estava em ponto de discutir, minha cabeça doía muito.

-Vem – me segurando pelo braço.

Taylor me guiou a uma pequena cafeteria próxima dali (porque eu nunca reparei nesta cafeteria?). coloquei gelo na minha testa, e Taylor ficou olhando pra mim, acho que estava ficando vermelha. Até que ele quebrou o gelo.

-Isso ai, vai ficar feio por um tempo –sorrindo.

-Nem me lembre. Cara! Eu já devia estar no trabalho. O senhor Proust vai descontar no meu salário.

-Eu já disse que te levo!

-Não! Eu vou de metrô.

-Não vou deixar você sair por ai desse jeito.

-Desculpe, mas eu tenho que ir.

-Eu vou te leva, ou você irá chegar mais atrasada do que tudo.

Ele ta me chantageando? Não posso acreditar nisso!

-Tem razão. Mais... me leva direto pro meu trabalho. Ou eu ligo pra policia –ameacei.

-Calminha... e aonde você trabalha? –saindo da cafeteria.

-Na Hear & Read –seguindo ele.

-Legal. Eu não moro muito longe dali. –parando em frente ao carro. E que carroooo!!! Nunca vi isso no Brasil. Muito legal.

E ele ainda abriu a porta pra mim (to podendo).

-Qual o seu problema em aceitar coisas dos outros?

-Não tem problema nenhum.

-E porque você não aceitou nada do que eu te ofereci?

-Bom... é que... sabe... você é famoso.

-Porque eu sou famoso? –repetiu –E qual o problema nisso?

-Er... e você... é... é homem. –falei.

-E qual o problema?

-Esquece.... finge que eu não falei nada.

-Mas eu quero saber. –parando em um sinal.

-Melhor não! –olhando pra frente. –Essa não!!!

-O que foi? –acho que ele viu minha cara de assustada.

-Nada –fingindo um sorriso, e procurando um modo de me esconder. –Elas não podem me ver.

-Quem não pode te ver? –sem entender.

-Minhas amigas –se abaixando –Elas podem falar pra responsável pelo intercambio.

-Falar o que?

-Que eu to no carro de um estranho.

Ele começou a rir de mim. Eu aqui preocupada e ele se divertindo as minhas custas! Hum...

-Elas estão vindo em direção ao carro.

-NÃOOO!!! –olhei pra ele. –me empresta seu óculos, um boné... qualquer coisa.

-Pega ai –disse me passando.

-Não sabia que elas estavam entregando panfletos aqui...

-Você é muito doida –rindo de mim.

Eu apenas fuzilei ele com o olhar... não queria parecer mal educada. Afinal ele havia me ajudado. Quase não dava pra me reconhecer com o boné e o óculos (ainda bem).

-Aqui pra vocês. –disse entregando para o Taylor, eu procurei não olhar mas eu reconheci a voz, era a de Julie.

-Obrigado!

-Oh My God!!!! É o Taylor Lautner!!! –gritando.

-Por favor não grita.

-Me dá um autografo, antes que o sinal abra. –pediu.

-Tudo bem. –disse assinando em uma agenda.

-Obrigada.

O sinal abriu e Taylor nem teve tempo de falar mais nada, ainda bem que nem me viram do lado dele.

-Sua amiga parece ser doidinha também.

-Ainda bem que já passamos delas. –tirando o boné e o óculos.

-Elas nem notaram que tinha alguém do meu lado.

-Melhor ainda. Mas é melhor prevenir que remediar. –sorrindo.

-Tem razão. –olhando pra mim. –Você tem um sotaque diferente, e você falou algo sobre... intercambio...

-É... eu não sou daqui. –assenti com a cabeça. Estamos chegando perto da Hear & Read.

-Você é de onde?

-De um outro país.

-Sim, mas qual país???

-Um ai. –não queria falar o nome do meu país... porque ele queria saber?

-Porque você não quer me falar? Tem vergonha de onde vem?

-Na verdade não... mas acho melhor não comentar.

-Tudo bem, vou te respeitar.

-Obrigada. Até que enfim chegamos.

-Você trabalha num lugar muito legal...

-Também acho. Entra ai... dá uma olhada, chegaram ótimos livros e coleções de cd’s. –desci do carro e segui em direção a loja. Tava pensando no que falar pro senhor Proust.

E se ele me despedisse? Já era quase uma hora de atraso. O que eu falaria? Não poderia mentir, ele perguntaria a senhora Collins, além de que não quero acabar com a confiança que eles tem por mim.

-O que foi? Porque você não entra? –Taylor parou perto de mim.

-Eu estou pensando no que dizer ao senhor Proust. Não posso mentir... mas como contar a verdade?

-Vamos lá... eu falo pra você. Afinal, novamente a culpa foi minha, eu te impedi de chegar a tempo.

-Por favor, não. A culpa não foi sua.

-Você é muito orgulhosa. Deixa eu te ajudar, senão você pode ser despedida.

Respirei fundo. Eu não sou orgulhosa coisa nenhuma... mas não tinha jeito era a minha salvação.

-Tudo bem.

-Então vamos entrar.

-Vamos.

Taylor me seguiu, assim que chegamos ao balcão encontrei com o senhor Proust, ele estava um pouco nervoso. Eu tava com medo do que ele pudesse me dizer. Disse que estava quase ligando pra minha casa, pra saber o que havia acontecido. Imagina como eu fiquei. Ele disse que estava preocupado, afinal eu não sou daqui.

-É bom que tenha uma ótima explicação. –olhando para o lado e vendo quem estava comigo. Acho que ele se surpreendeu. –Senhor Lautner, que honra te-lo aqui em nosso estabelecimento.

Porque ele não falou isso comigo também??? L

-Olá senhor... –olhando pra mim, eu sussurrei pra ele “Proust”. –Senhor Proust.

-A que devo essa honra?

-Bom... eu vim explicar, o motivo pelo qual a sua funcionária não chegou no devido horário.

Fiquei surpresa com a cara de surpreso que o senhor Proust fez. Ainda bem que o Taylor contou toda a verdade, e eu não fui despedida... uffaaaaa... ainda bem, porque eu estava completando duas semanas no meu trabalho e ser despedida logo agora... isso seria uma mancha negra no meu currículo.

Mais um dia feliz... quer dizer nem tanto! Esse galo ta horrível, nem a maquiagem quer esconder... mas eu vou dar o meu jeito...

Tudo bem... não vou mudar de assunto, porque vocês querem mesmo é saber das horas que eu passo com o Taylor né???? Safadinhas... hum... falo nada. Mas prosseguindo, ele ficou me fazendo companhia la na loja, pesquisou alguns livros e cd’s, no fim, ele levou apenas um livro e disse que em breve voltaria para comprar mais. Que bom, falei com ele pra comprar apenas na minha mão.... rsrsrsrs assim minha comissão será maior no final do mês... J

Foi só isso... eu juro! Não aconteceu mais nada.

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